Os transportadores detidos em Xai-Xai continuam sob custódia policial após serem acusados de envolvimento em actos de vandalização de viaturas e bloqueio da circulação de passageiros durante a greve dos transportadores semi-colectivos na província de Gaza.
Segundo informações avançadas pelas autoridades, os seis suspeitos foram detidos por alegadamente destruírem viaturas pertencentes a colegas que decidiram continuar a operar normalmente, mesmo sem aderirem à paralisação convocada pelos transportadores. Além da vandalização, os detidos são também acusados de impedir a circulação em algumas rotas importantes da cidade de Xai-Xai.
O caso dos transportadores detidos em Xai-Xai surge numa altura em que o sector dos transportes enfrenta fortes tensões devido às reivindicações relacionadas com a revisão das tarifas de transporte público, após o aumento dos preços dos combustíveis.
Apesar das acusações, os suspeitos negam qualquer envolvimento nos actos de desordem e afirmam não pertencer ao grupo responsável pelas intimidações e vandalização registadas durante a greve. Alguns dos detidos alegam que foram confundidos no momento da intervenção policial.
Entretanto, os transportadores semi-colectivos garantem que a greve continua até que haja uma resposta concreta das autoridades municipais relativamente ao reajuste das tarifas. Muitos operadores afirmam que os custos de operação aumentaram significativamente nos últimos meses, tornando difícil manter a actividade com os preços actualmente praticados.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que está a acompanhar a situação e alerta que poderá agravar medidas contra qualquer tentativa de perturbação da ordem e segurança públicas durante a greve. As autoridades reforçam que actos de vandalismo, intimidação e bloqueio de vias serão tratados como crimes passíveis de responsabilização criminal.
O caso dos transportadores detidos em Xai-Xai está a gerar preocupação entre passageiros e moradores, sobretudo devido ao impacto da paralisação no transporte diário de trabalhadores, estudantes e comerciantes que dependem dos chapas para deslocação.
