A subida de chapa 100 em Nampula já começou a gerar reacções entre passageiros e transportadores após o anúncio oficial feito pelo Conselho Municipal da cidade. A medida surge como resposta ao recente aumento do preço dos combustíveis, situação que, segundo as autoridades municipais, tornou impossível manter as tarifas anteriores sem comprometer o funcionamento do sector dos transportes públicos.
Com a nova tabela tarifária, os passageiros que percorrem distâncias curtas continuarão a pagar 10 meticais nos chamados pontos intermédios. O sistema mantém a divisão de tarifas por trajectos, permitindo que os utentes paguem de acordo com a distância percorrida dentro da cidade.
Por exemplo, no trajecto entre o mercado Waresta e Cipal, os passageiros continuarão a desembolsar 10 meticais. No entanto, caso o utente pretenda prolongar a viagem para outros pontos da cidade, será necessário acrescentar outro valor equivalente. A decisão faz parte das medidas adoptadas para equilibrar os custos operacionais dos transportadores.
Já os autocarros públicos urbanos passam agora a cobrar uma tarifa fixa de 15 meticais, independentemente da distância percorrida dentro das rotas estabelecidas. A nova cobrança elimina o sistema de divisão por pontos intermédios utilizado anteriormente em algumas linhas urbanas.
Durante a sessão de apresentação da medida, o presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, explicou que a subida de chapa 100 em Nampula procura garantir a continuidade dos serviços de transporte público sem provocar um impacto demasiado elevado no custo de vida da população.

Segundo o dirigente, o aumento dos combustíveis, manutenção das viaturas e custos de operação têm pressionado os transportadores, obrigando o município a encontrar soluções para evitar paralisações no sector.
Entretanto, alguns passageiros manifestam preocupação com os novos preços, alegando que a medida poderá agravar as dificuldades económicas enfrentadas diariamente pelas famílias. Outros defendem que o reajuste era inevitável devido à actual situação económica e à crise dos combustíveis.
