Os transportadores em Tete retomaram normalmente as actividades de transporte de passageiros e bens nesta terça-feira, depois da paralisação parcial registada na segunda-feira devido às reivindicações relacionadas com o aumento das tarifas.
A circulação rodoviária decorreu sem grandes constrangimentos na cidade de Tete e nas principais rotas da província, após um entendimento alcançado entre os operadores de transporte e o Conselho Municipal da Cidade de Tete. O acordo prevê a continuidade dos serviços até à próxima quarta-feira, data em que deverá ser anunciada uma decisão sobre o possível reajuste das tarifas de transporte público.
Apesar da retoma, os transportadores em Tete alertam que poderão voltar a paralisar as actividades caso não haja consenso sobre os novos preços. Segundo os operadores, o aumento do custo dos combustíveis tornou a actividade insustentável, obrigando os transportadores a defenderem tarifas mais elevadas para garantir o funcionamento normal do sector.
Em declarações à TV Miramar, vários operadores mostraram opiniões diferentes sobre os valores considerados adequados. Na rota Tete–Moatize, onde actualmente os passageiros pagam 30 meticais, os transportadores propõem novos preços entre 35, 40 e 50 meticais, dependendo da distância e dos custos operacionais.
Nas rotas internas da cidade, cuja tarifa actual é de 20 meticais, os chamados “chapeiros” defendem reajustes que variam entre 25 e 30 meticais. Muitos afirmam que os actuais valores já não conseguem cobrir despesas relacionadas com combustível, manutenção das viaturas e aquisição de peças.

Os transportadores em Tete afirmam que o objectivo principal não é prejudicar os utentes, mas garantir a sustentabilidade da actividade num período marcado pelo aumento contínuo do preço dos combustíveis e dificuldades económicas enfrentadas pelo sector.
Enquanto decorrem negociações, milhares de passageiros continuam preocupados com a possibilidade de uma nova paralisação, situação que poderá afectar trabalhadores, estudantes e comerciantes que dependem diariamente do transporte público.
