O possível aumento das tarifas de longo curso em Moçambique está a gerar preocupação entre passageiros e operadores do sector dos transportes, após a Associação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários de Longo Curso (AMOTRANS) submeter ao Conselho de Ministros uma proposta de reajuste dos preços das viagens interprovinciais.
Segundo a proposta apresentada pela associação, os aumentos poderão variar entre 200 e 1500 meticais, dependendo da distância percorrida em cada rota nacional. A medida surge numa altura em que os transportadores alegam dificuldades operacionais relacionadas com o aumento dos preços dos combustíveis, manutenção das viaturas e aquisição de peças de reposição.
Entre as principais mudanças previstas no aumento das tarifas de longo curso, destaca-se a rota Maputo–Xai-Xai, cujo preço poderá subir dos actuais 500 para 700 meticais, representando um agravamento de 200 meticais por passageiro.
Já para os passageiros que viajam entre Maputo e Beira, a tarifa poderá passar de 2.500 para 3.500 meticais. Segundo os transportadores, os custos operacionais desta rota aumentaram significativamente nos últimos meses devido às dificuldades enfrentadas pelo sector.
Na ligação Maputo–Nampula, considerada uma das rotas mais longas e movimentadas do país, o bilhete poderá aumentar de 4.500 para 6.000 meticais. A associação justifica o reajuste com os elevados custos de combustível e manutenção para percursos superiores a dois mil quilómetros.
A proposta de aumento das tarifas de longo curso inclui ainda a rota Maputo–Lichinga, actualmente uma das mais caras do transporte rodoviário nacional. Caso seja aprovada, a viagem poderá passar dos actuais 7.000 para 8.000 meticais por passageiro.
A AMOTRANS afirma que o reajuste é necessário para garantir a continuidade das operações e evitar paralisações no sector dos transportes interprovinciais. A associação considera que os preços actualmente praticados já não correspondem à realidade económica enfrentada pelos operadores.
Entretanto, muitos passageiros demonstram preocupação com o possível impacto dos novos preços no custo de vida, sobretudo para trabalhadores, estudantes e comerciantes que dependem frequentemente do transporte rodoviário de longo curso.
A proposta encontra-se actualmente sob análise do Conselho de Ministros, que deverá anunciar nos próximos dias a sua decisão sobre a implementação ou não das novas tarifas.
