As novas tarifas de longo curso divulgadas pela Associação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (AMOTRANS) entram em vigor no próximo dia 18 de Maio de 2026 e já estão a gerar reacções entre passageiros e operadores do sector dos transportes em Moçambique.
A nova tabela de preços abrange várias rotas nacionais de transporte interprovincial de passageiros, com partidas a partir da cidade de Maputo para diferentes destinos do país, incluindo províncias como Gaza, Inhambane, Sofala, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
Entre os valores anunciados nas novas tarifas de longo curso, destaca-se o percurso Maputo–Xai-Xai, que passa a custar 700 meticais. Já a rota Maputo–Beira terá um preço fixado em 3.300 meticais, enquanto a viagem entre Maputo e Nampula poderá custar cerca de 6 mil meticais.
Os passageiros que pretendam viajar da capital do país para Pemba, na província de Cabo Delgado, deverão pagar aproximadamente 7 mil meticais. Por sua vez, o trajecto Maputo–Lichinga, na província de Niassa, passa a ter um custo estimado em 8 mil meticais, tornando-se uma das rotas mais caras do transporte rodoviário nacional.
Segundo a AMOTRANS, o reajuste das novas tarifas de longo curso resulta do aumento dos custos operacionais enfrentados pelos transportadores nos últimos meses. Entre os principais factores apontados estão a subida do preço dos combustíveis, manutenção das viaturas, aquisição de peças de reposição e despesas relacionadas com a operação diária do sector.
Os operadores afirmam que a actualização dos preços é necessária para garantir a continuidade dos serviços de transporte rodoviário de passageiros em diferentes regiões do país. Muitos transportadores defendem que os custos anteriores já não eram suficientes para suportar as despesas do sector.
Entretanto, vários passageiros demonstram preocupação com o impacto do aumento das tarifas no custo de vida, sobretudo para trabalhadores, estudantes e comerciantes que dependem regularmente do transporte de longo curso para deslocações entre províncias.
